Especializada em Impermeabilizações.




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Sistemas de impermeabilização:

          As patologias são defeitos que se instalam nas edificações, de diversas maneiras; e que as tornam doentes. Na sua evolução, pelo descaso ou pelo desconhecimento, pode ocorrer uma deterioração severa das partes afetadas e até mesmo levá-las à ruptura, comprometendo a estabilidade da edificação. Em outras palavras, às vezes, uma simples trinca pode ser o sinal de que algo grave está acontecendo com a integridade do prédio.

          A ausência de um eficiente sistema de impermeabilização pode ocasionar diversas conseqüências, tais como:

- Corrosão das armaduras estruturais em parte dos elementos estruturais aparentes: panos de laje do teto subjacente aos locais sujeitos às infiltrações, assim como nas vigas e pilares: o efeito da expansão no volume da ferragem provoca desplacamentos de concreto em trechos de vários elementos estruturais;

  • Deterioração dos revestimentos em argamassa;
  • Desagregação dos revestimentos em argamassa (efeito da carbonatação);
  • Eflorescências salinas;
  • Lixiviação do concreto da laje do teto (manchas esbranquiçadas);
  • Bio deterioração do concreto;
  • Colônias de mofo, bolor e liquens.

         Conforme preconizam as normas técnicas, para o sucesso de qualquer sistema de impermeabilização, é necessário que a base que irá receber a mesma esteja sólida, compacta e homogênea. Todos os materias empregados na obra deverão ser de qualidade e de procedência conhecida, particularmente o cimento, a areia, os aditivos e os materias impermeabilizantes.


Como funciona a impermeabilização de pisos:


a)    Definição: 


       A Norma da Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT) - NBR 9575:2010 - Impermeabilização - Seleção e projeto; define o sistema de impermeabilização como sendo “conjunto de materiais que, uma vez aplicados, conferem impermeabilidade às construções”. A impermeabilização interfere diretamente na vida útil de uma construção, pois protege as estruturas contra a ação nociva da umidade. 
      A equipe técnica da Riomar 2000 tem por padrão definir que um “sistema de impermeabilização é caracterizado não só pelos materiais utilizados, mas também pela técnica de aplicação”; sendo assim, definimos sistema de impermeabilização de pisos como sendo:
    Conjunto de camadas, sobrepostas e sucessivas, aplicadas sobre uma superfície, envolvendo uma determinada tecnologia construtiva, com a função de garantir o desempenho do elemento do subsistema vedação horizontal quanto á sua estanqueidade.
Desta maneira, quando se fizer referência ao sistema de impermeabilização estará sendo considerada não somente a camada responsável pela estanqueidade, denominada camada impermeável, mas o conjunto de todas as camadas necessárias para sua aplicação e proteção.
     Estanqueidade é um neologismo que significa estanque, hermético, "sem vazamento", em inglês ‘no leak’, ou seja, é a definição dada a um produto que está isento de furos, trincas ou porosidades que possam deixar sair ou entrar parte de seu conteúdo.


b)    Componentes constituintes:


      Os sistemas de impermeabilização de pisos são constituídos por diversos componentes que, para maior simplificação, são tratados como camadas. A Figura 01 mostra esquematicamente e de maneira genérica, as camadas de um sistema de impermeabilização de pisos.

 


Figura 01: Camadas de um sistema de impermeabilização de pisos de forma genérica.


c)    Suporte da impermeabilização:


      O suporte da impermeabilização é a camada ou elemento sobre o qual se aplica a camada impermeável. É a camada situada imediatamente abaixo da impermeabilização, e que exerce grande influência no comportamento do sistema de impermeabilização, dentre as quais podemos destacar:
•    Resistência mecânica;
•    Deformações sob a ação da variação de temperatura e umidade, que no caso de pisos expostos diretamente ao clima podem ser irreversíveis ou reversíveis;
•    Resistência a cargas estáticas e dinâmicas (característica fundamental para impermeabilização de pisos de estacionamento, devido aos esforços de aceleração e frenagem, bem como a parada dos veículos);
•    Compatibilidade química entre o suporte e a camada impermeável.
Como o suporte da impermeabilização é uma camada de grande interação com a camada impermeável, um suporte de textura superficial muito áspera ou pontiaguda pode perfurar ou até rasgar a impermeabilização, necessitando-se, portanto, que a impermeabilização possua uma espessura mínima para cada situação de esforços existentes.
O suporte da impermeabilização pode ser a laje de concreto ou uma camada de regularização executada sobre a mesma; como mostrado na Figura 01.


d)     Camada de regularização:


      A camada de regularização, normalmente de argamassa, cujas funções são corrigir eventuais irregularidades das superfícies horizontais (lajes) e verticais (paredes), garantindo a planicidade no contato com o sistema de impermeabilização, proporciona o caimento em direção aos ralos do sistema drenante e abrangendo o arredondamento dos cantos e arestas em forma de meia-cana.
Sobre a matéria, a norma ABNT/NBR 9574:2008 – Execução de Impermeabilização recomenda que os cantos e arestas vivos, formados pela convergência dos planos horizontal, vertical e entre si, “devem ser arredondados com raio compatível com o sistema de impermeabilização a ser empregado”.


e)    Pintura primária - Primer:


      A pintura primária é definida pela ABNT/NBR 9575:2010, como uma “pintura aplicada à superfície a impermeabilizar (suporte da impermeabilização), com a finalidade de favorecer a aderência do material constituinte do sistema de impermeabilização”.
Para o caso de sistemas à base de asfalto, a pintura primária além de aumentar a aderência da camada de asfalto, ainda tem a função de absorver o pó da superfície. Essa pintura primária é obtida pela aplicação de um primer.  O primer pode ser uma emulsão asfáltica à base de água ou solventes.
Por emulsão asfáltica, entendem-se soluções liquidas compostas por uma base aquosa ou orgânica e elementos ativos asfálticos, de forma que estes, através da adição de agentes emulsificantes, sejam uma solução homogeneizada e estabilizada.


f)     Camada impermeável:


       A camada impermeável dos sistemas de impermeabilização dos pisos é efetivamente a responsável por garantir a estanqueidade do sistema e conseqüentemente, do elemento de vedação horizontal (laje).
A camada impermeável constitui-se na principal camada de um sistema de impermeabilização, pois além de ser a responsável pela estanqueidade é a camada que caracteriza e dá nome ao sistema.


g)     Camada de separação:


        Entende-se como camada de separação a camada aplicada entre duas outras camadas, cuja função é impedir a aderência entre ambas, permitindo movimentos diferenciais.
      A camada de separação é uma camada acessória, uma vez que não interfere diretamente na estanqueidade do sistema de impermeabilização. 
       A camada de separação deve isolar, de maneira permanente, dois materiais não compatíveis entre si.
      Para o caso da impermeabilização das lajes (playground, estacionamentos e outras) faz-se necessária a aplicação da camada de separação superior, para impedir o contato direto entre a camada impermeável e a camada de proteção mecânica; evitando que os movimentos diferenciais oriundos dos esforços, típicos destes elementos, danifiquem a camada impermeável.


h)     Camada de proteção mecânica:


        Entende-se por proteção mecânica, uma camada sobrejacente à impermeabilização, com a finalidade de protegê-la da ação dos agentes atmosféricos e das ações mecânicas.
Esta camada deve ser capaz de proteger a camada impermeável de danos causados por ações estáticas, dinâmicas e térmicas.
       A camada de proteção mecânica pode servir ainda como base para a aplicação do revestimento final de piso confundindo-se com o contra piso.
      Vale ressaltar que pode ser executada também com concreto, seja com armadura de distribuição; adição de fibras ou outros elementos; sempre respeitando o peso próprio das estrutura a serem impermeabilizadas, evitando sobrecargas estruturais.
      

O sistema RIOMAR 2000 de impermeabilização de pisos é um sistema classificado como:


•     Aderente: pois a camada impermeável é aderida à camada de suporte (substrato);
•     Flexível: pois a camada impermeável é capaz de absorver deformações impostas pelo suporte (substrato), de acordo com sua capacidade de resistência à tração;
•     Pré-fabricado: pois a camada impermeável é constituída de Mantas asfálticas, do tipo III, com 4,00 mm de espessura, estruturada com não-tecido de poliéster. Trata-se de Mantas de elasticidade e resistência mecânica elevadas, desenvolvidas para a impermeabilização de estruturas sujeitas às movimentações e carregamentos típicos de um edifício residencial ou comercial.


Principais vantagens da aplicação do sistema RIOMAR 2000, frente aos demais sistemas de impermeabilização:


•    Uniformidade da espessura mínima necessária à camada impermeável, pois esta é composta de mantas asfálticas fabricadas pelos melhores fabricantes do mercado, que garante assim a qualidade do produto e uniformidade dos lotes fabricados;
•    Rastreabilidade da qualidade do material utilizado: a Riomar 2000 tem por procedimento padrão, a retirada de corpos de prova dos lotes enviados pelo fabricante; levando esses corpos de prova para laboratórios especializados e testando-os frente aos requisitos exigidos pelas normas internacionais de mantas asfálticas, garantindo assim, a rastreabilidade dos lotes e a garantia da utilização de produtos que respeitem as normas mais rígidas de mercado;
•    Detalhes tecnológicos específicos e próprios;
•    Mão de obra própria treinada e qualificada, cujos profissionais ostentam mais de 25 anos de experiência;
•    Acompanhamento transparente do empreendimento;
•    Tecnologia de aplicação própria que atende a todos os requisitos da mais recente norma de execução de impermeabilização, da ABNT - NBR 9574:2008 – Execução de Impermeabilização;
•    Garantia de 05 anos;
•    Sistema utilizado com sucesso na aplicação de aproximadamente mais de 600.000 m² de mantas asfálticas.


Composição do sistema RIOMAR 2000:


SUPORTE DA IMPERMEABILIZAÇÃO: Confecção de camada de regularização para atuar como suporte ao sistema de impermeabilização.

CAMADA DE REGULARIZAÇÃO: Confecção em argamassa de cimento (CPII F 32 e/ou CPII E 32) e areia lavada média, no traço volumétrico a ser definido conforme análise de cada obra.

PINTURA PRIMÁRIA: Utilização dos primers de base aquosa e base de solventes orgânicos.

CAMADA IMPERMEÁVEL: Mantas asfálticas, do tipo III, pré-fabricadas com estruturante de não tecido de poliéster, com espessura mínima de 4,00 mm.


PROVA DE CARGA HIDRÁULICA
       Após a aplicação da manta asfáltica sempre é executada prova de carga hidráulica com manutenção de lâmina d’água com altura média de cerca de 5,00 cm, por um período mínimo de 72 horas para verificação e ateste da estanqueidade da área impermeabilizada.

CAMADA DE SEPARAÇÃO SUPERIOR: Camada separadora geotêxtil, de gramatura mínima de 200 gr/m2. 

PROTEÇÃO MECÂNICA: Sobre a impermeabilização chapisco de cimento e areia, traço 1:3, seguido da execução de uma camada de argamassa desempenada de cimento e areia média, traço 1:4, com espessura de 2,00 cm, utilizando água de amassamento composta de 01 volume de emulsão adesiva do tipo “BIANCO” e 02 volumes de água. Nos rodapés, a argamassa é armada com tela plástica ou galvanizada, subindo 30,00 cm acima da manta asfáltica horizontal.

REVESTIMENTO FINAL: sempre que os clientes da RIOMAR 2000 desejarem, nossa equipe fornece mão-de-obra especializada para assentamento de cerâmicas, pedras, tijolinhos, pastilhas e outros revestimentos.


Detalhes construtivos:


 

Detalhe 01: detalhe genérico do rodapé.




 

Detalhe 02: detalhe genérico do ralo.


 


Detalhe 03: detalhe genérico de tubo passante.




 


Detalhe 04: detalhe genérico de soleira.


 


Detalhe 05: detalhe genérico de junta de dilatação.


Destaques do sistema construtivo da RIOMAR 2000:

  • Escoramento das lajes de teto subjacentes às regiões a serem impermeabilizadas, sempre que for necessário; evitando acidentes estruturais quando da realização das demolições;
  • Otimização do sistema de escoamento/drenagem através da remoção dos ralos existentes para proceder ao alargamento da ‘boca’ dos ralos, para o diâmetro a ser projetado exclusivamente pela RIOMAR 2000, utilizando-se conexão de redução de PVC. A fixação da nova conexão (ralos) na laje é sempre executada através de grauteamento (uso de argamassa pré-dosada, estrutural e impermeável);
  • Colmatação da laje, no eventual aparecimento de trincas e fissuras estruturais, conforme analise minuciosa na estrutura da laje a ser impermeabilizada;


Normas regulamentadoras e normas técnicas em destaque

NR-6 DO M.T.E.: EPI (Equipamentos de Proteção Individual);
NR-9 DO M.T.E.: PPRA (Programa de Prevenção de Riscos Ambientais);
NR-18 DO M.T.E.: Condições e meio ambiente de trabalho na indústria da construção;
NR-26 DO M.T.E.: Sinalização de segurança;
NR-35 DO M.T.E.: Trabalho em altura
ABNT/NBR 9775/2010 - Impermeabilização - seleção e projeto;
ABNT/NBR 9574/2008 - Execução de impermeabilização;
ABNT/NBR 15487/2007 - Membrana de Poliuretano para Impermeabilização;
ABNT/NBR 9952/2014 - Manta asfáltica para impermeabilização.
ABNT/NBR 5674/2012 – Manutenção de edificações;
ABNT/NBR 5696/1996 – Instalação predial de água fria;
ABNT/NBR 5648/2010 – Instalação predial de água fria – tubos e conexões;
ABNT/NBR 8545/1984 – Execução de alvenaria sem função estrutural.